Expressão Plástica

“Pedagogos e peritos em educação defendem que a expressão criadora é própria da infância.”
       Assim, a Expressão Plástica é um dos meios que a criança encontra de exteriorizar e comunicar, de forma particular, o modo como observa o mundo que a rodeia, manipulando a matéria, de forma criativa. É uma necessidade que a criança sente, de compartilhar com os outros, o seu estado emocional e apresenta-se como um meio de aquisição permanente de noções da realidade onde se insere. De forma análoga, a expressão criadora plástica tem por trás do saber fazer, um saber ser, saber pensar, um saber agir, dominando, criativa e imaginativamente, os objectos plásticos de forma livre.
     A necessidade natural que a criança tem de exprimir e de comunicar sensações corporais, sentimentos de alegria, tristeza e serenidade, desejos, ideias, curiosidade e experiências, um conjunto de factos emotivos, impõe que o educador, como orientador, a ajude a exprimir-se pela pintura, pelo desenho, pelos trabalhos manuais ou por qualquer outra expressão.

          Já em tempos mais remotos, na Pré-História, os nossos antepassados sentiram necessidade de exprimirem o que sentiam, o que faziam e engrandecer as suas divindades, através das pinturas rupestres, recorrendo a pigmentos naturais da altura – carvão, sangue, gordura animal, plantas, etc.
    O trabalho das artes com as crianças, é muito importante na medida em que a criança de uma forma mais directa se pode reflectir, desenvolver e reconhecer. “No fundo, um dos objectivos das expressões é aumentar e engrandecer a qualidade do Ser.”
     A primeira forma de manifestação é o desenho e pressupõe uma divisão em dois grupos: a expressão através de movimento específico onde se enquadra (a fala, a escrita, o desenho, a pintura, a modelagem e a construção) e a expressão através do movimento global, designada por expressão cinética e que inclui a dança, o drama e a música (ritmos, canções, etc.)
    Em simultâneo com o desenho e com a pintura, a criança pode modelar, rasgar, recortar e colar, com diversos materiais. Também, através da modelagem, a criança exercita os seus próprios dedos e desenvolve o seu sentido do volume e do espaço. A percepção táctil dos materiais, (areia, barro, argila, plasticina, tecidos, lixa, cartão, papel) permite à criança descobrir através do uso das mãos, (apalpar, tocar, agarrar, modelar) a forma e a textura. Alguns autores garantem que a utilização de diferentes matérias é, acima de tudo, um “estímulo para a criança”. As crianças começam assim a descobrir diferentes aplicações para os materiais. Através destas técnicas que conferem à criança uma maior coordenação psicomotora, que consiste em que a criança faça com as mãos o que a mente concebe e imagina, permite-lhe ainda, adquirir uma percepção visual mais nítida das formas e imagens.
   
     “Quantas mais matérias e formas de expressão a criança conheça, mais perfeita é a sua técnica, melhor pode organizar o espaço, as linhas, as formas e as cores e, de forma mais inteligível, se expressa para os outros, enriquecendo assim o valor de comunicação da expressão gráfica e a criatividade.”

Doris Jesus

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